História da Socila Escola

História da Socila Escola2017-10-04T23:59:12+00:00

Socila escola e suas origens

Historia da Socila Maria Augusta Nielsen com vestido preto posando

Foto de Maria Augusta Nielsen

Maria Augusta Nielsen fundou a Socila, Sociedade Civil de Intercâmbio Literário e Artístico, em 1953, e treinou as candidatas ao título de Miss Brasil, de 1958 até 1976. A Socila era uma escola para modelos, na época uma profissão mal vista. Motivo: com o fechamento dos cassinos por Getúlio Vargas (1882-1954), os desfiles foram invadidos pelas coristas desempregadas. As moças bem nascidas, que até então faziam esse trabalho, se retiraram.

Maria Augusta dizia que teve muita sorte. Quando a primeira dama do país Sarah Kubitschek (1909-1996) a procurou para ensinar postura às suas filhas Márcia (1943-2000) e Maria Estela (Maristela), ganhou página inteira do jornal O Globo. A propósito, Maristela foi adotada aos quatro anos de idade e conta situações emocionantes de sua vida no livro Simples e Princesa (Editora Siciliano, 2006).

Graças às aulas que dava às filhas do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), a Socila virou uma coqueluche, mas legalmente não tinha ainda como enquadrar sua atividade. Isso só aconteceu em 1957, quando o Presidente criou uma lei regulamentando os cursos profissionalizantes. A proposta de Maria Augusta era a de criar modelos de classe e brasileiras. A primeira brasileira que Maria Augusta Nielsen preparou foi a cearense Florinda Bolkan, nome artístico de Florinda Bulcão, logo depois veio Ilka Soares.

A mais famosa Cinderela treinada por Maria Augusta foi Josepha, cujo nome verdadeiro era Josefa Domingos Soares, empregada doméstica, natural de Itabaiana, Paraíba. Josepha, que morreu na Itália em 31/07/2009, era uma negra belíssima. Foi modelo na Europa e desfilou para Pierre Balmain (1914-1982). Passou a se chamar Josepha Massimo quando casou com o nobre italiano Vittorio Emanuele Massimo(1911-1983), Principe di Roccasecca dei Volsci, tornando-se Princesa di Roccasecca dei Volsci.

As meninas da Socila

Maria Augusta ensinou ao Brasil a ser elegante. Entre os anos 50 e 70, a empresária Maria Augusta Nielsen ditava o que era de bom tom em sociedade. Fundadora da Socila, em 1954, ela aceitou o convite de dona Sarah Kubitschek para preparar as filhas, Maria Estela e Márcia, para o début em Versailles.

— Passei a dar aulas no Palácio das Laranjeiras para as meninas. Depois disso dona Sarah reuniu as amigas e as irmãs para que eu as orientasse também. Até o presidente ia para lá na hora do lanche. E perguntava: “Como é que eu estou, professora, estou bem?”. E aí ele desfilava e também dizia que precisava de aulas. Eu dizia, “o senhor não precisa disso, presidente”. E ele respondia: “Preciso sim, sou de Minas”. Ele era muito engraçado, ficamos muito amigos — lembra Maria Augusta.

Foi o próprio Juscelino que, em 1957, ajudou a legalizar a escola de aperfeiçoamento social, já que não havia registro da profissão no país. — Um dia tomei coragem e disse a JK: “Presidente, estou trabalhando na ilegalidade”. Então, ele reuniu uma banca examinadora com diplomatas do Itamaraty, um médico e professores para me argüir. Passei com louvor e recebi o registro — conta Gugu, como era carinhosamente chamada.

Depois da temporada no Palácio das Laranjeiras, frequentar a Socila virou item obrigatório na agenda das moças bem-nascidas. — Dona Sarah abriu portas incríveis, é claro que nós fizemos um bom trabalho, mas também tivemos uma estrela fantástica. Depois da temporada no Palácio, foi um deus-nos-acuda, veio toda a sociedade procurar a Socila, foi uma maravilha.

Maria Augusta lançou muitas delas em passarelas, inclusive no exterior: de Lúcia Moreira Salles — segunda brasileira a desfilar para a maison Chanel — e Cookie Richard a Marina Colassanti e Florinda Bolkan.

Historia da Socila meninas em traje da gala miss guanabara

Maria Augusta, à esquerda, de preto, no momento de começar o desfile em traje de gala das candidatas ao título de Miss Guanabara 1972

Gugu ergueu um império da beleza com filiais em quase todo o país, onde oferecia de cursos de modelo e etiqueta a tratamentos estéticos. Foi a precursora dos spas com o Beauté Services Socila. — Na Europa era comum os serviços serem oferecidos em salões, mas para apenas uma necessidade. Eu trouxe aparelhos e técnicas da Europa e dos EUA e oferecia tratamentos completos para pele, flacidez, celulite, tudo num só lugar — conta a ex-empresária.

Ela abriu a primeira agência de modelos da América Latina nos anos 60 — as agências de propaganda já requisitavam as meninas da Socila para campanhas desde os anos 50. Fez fortuna e perdeu tudo. Sua vida renderia um filme ou uma novela.

A vida da Gugu se confunde com a história da moda no Brasil. Ela foi manequim, empresária, lançou as primeiras manecas e os estilistas Clodovil, Dener, Guilherme Guimarães, profissionalizou os desfiles de misses, viveu na Europa e foi amiga de todos os grandes costureiros.

Quando o assunto é elegância, Gugu mostra que há coisas imutáveis: — A evolução da moda é natural. Mas há coisas que não mudam, nas atitudes, por exemplo. Você pode impor suas opiniões de maneira elegante. O que falta no país é educação, em todos os sentidos. Conversar com as pessoas com a mão no bolso é um horror — decreta. — Todo mundo tem altos e baixos. Não me lembro de coisas desagradáveis e acho ótimo. Fiquei muito rica, depois houve um final melancólico. Estou pobre, essa é a verdade, mas estou feliz, as coisas materiais não me fazem falta. Não me sinto sozinha, recebo meus amigos, vivo de amor, por isso não fico velha.Cabare Curso de manequins socila Recorte de Jornal

A Socila escola em Belo Horizonte – MG

A Socila escola foi idealizada para ser uma escola de formação e especialização de mão de obra ligada a eventos culturais e artísticos, uma tarefa realmente inovadora no país.

Desta forma, eram promovidas vernissages, exposições, lançamento de livros, desfiles e até artistas internacionais vinham dar palestras no Brasil, através da escola, que inegavelmente deu uma grande contribuição para a cultura e a arte.

Aos poucos, com o grande impulso tomado pelo setor da moda, a Socila foi sendo absorvida por esse segmento, até ficar bastante comprometida com a formação de manequins e treinamento de candidatas aos concursos de beleza, função que sempre desempenhou com maestria.

A beleza e a estética da mulher sempre foram as grandes metas da Socila. Além da escola, a Socila lançou toda uma linha de produtos de beleza, dentro da filosofia naturalista e que eram fabricados pelo “Boticário”. Complementando os recursos para promover a elegância, cultura e beleza da mulher, a Socila desenvolveu também um moderno centro de estética, com know-how internacional e tratamentos personalizados que avaliavam as necessidades individuais de cada cliente.

No início dos anos 70, foi dada uma concessão da marca para o funcionamento de uma filial Socila em Minas Gerais, tendo sede em Belo Horizonte e dirigida por Homero de Almeida Fontes, Marita Rosário Machado, Léa Assunção e Maysa Ganz.

Os quatro sócios atuaram à frente da Socila por mais de 25 anos, tendo sido responsáveis também pela implantação, divulgação e representação exclusiva da linha de cosméticos “Natura” no Estado de Minas Gerais.

Áreas de Atuação

A Socila BH atuou por décadas, em todos os concursos de beleza relevantes ocorridos em Minas Gerais. Foi a responsável pelo treinamento das Glamour-Girls do nosso saudoso Eduardo Curi e das Garotas Turismo de Nicolau Neto, bem como dos Concursos de Miss Minas Gerais.

Treinou e formou milhares de manequins, tendo realizado grandiosos desfiles em elegantes casas noturnas de Belo Horizonte. Iniciou diversas de suas alunas no mundo da moda: Cássia Àvila, Daniela Cicarelli, Leandra Leal, Renata Bessa, Nayla Micherif, entre outras.

Recorte de Jornal Reconhecimento Socila Escola cursosMinistrou diversos cursos, onde se destacava o de Aperfeiçoamento Social (Etiqueta, Vestuário, Maquiagem e Postura e Andamento), visando sempre destacar a beleza e elegância da mulher.

Atuou também na área profissional, ministrando cursos específicos para empresas, promovendo a eficiência e geração de lucros através do “bom atendimento” aos clientes.

Através da Socila eventos (segmento da Socila escola), promoveu e produziu eventos diversos: lançamentos de livros, cerimonial de casamento, festas de debutantes, recepção de eventos, produção de desfiles, show-room, feiras, etc.

socila desfile Garota Turismo 90 recorte de jornal

Renasce a Socila Escola

Como antes, vem embasada em todos os critérios de fidelidade ao comportamento ético.

Nossa nova proposta é buscar e ensinar as pessoas a se valorizarem e serem valorizadas através do aumento da autoestima, proporcionando assim maior bem estar, confiança e consequentemente aumentando a produtividade.

Através da experiência e know-how da antiga Socila, buscamos, como outrora, exercer a liderança na realização de cursos on-line e presenciais, palestras e atividades gerais que visem orientar as pessoas quanto a melhor forma de se organizar e obter sucesso nas suas convivências pessoais e profissionais, incluindo a Netiqueta, fundamental hoje em dia.

A Socila escola retorna sob a mesma direção, Ana Elizabeth (Beth Fontes) que foi a responsável pelo seu grande sucesso em Belo Horizonte na sua época “de ouro”, e também com Paula Curi, diretora da antiga Socila eventos e professora de várias matérias dos cursos de Aperfeiçoamento Social e de Modelo e Manequim.

Contando ainda com outras consultoras qualificadas e experientes, a Socila Escola fornecerá qualidade de serviços aos seus clientes, buscando orientá-los com cursos montados e ministrados conforme as necessidades pessoais e profissionais de cada um, através do aprimoramento contínuo de nossos serviços e processos.

A Socila escola volta repaginada com uma proposta mais moderna e atual.